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  • Nota sobre a supressão geral dos partidos políticos

    Simone Weil

     Um pouco por todo o lado, a operação de tomar partido, de tomar posição pró ou contra, substituiu a operação do pensamento. Estamos perante uma lepra que teve origem nos meios políticos e que se estendeu à quase totalidade do pensamento. É duvidoso que se consiga remediar essa lepra se não começarmos pela supressão dos partidos.

    Nesta brevíssima Nota sobre a Supressão Geral dos Partidos Políticos (escrita entre 1942 e 1943), Simone Weil vai bem além da mera provocação. Expondo as dinâmicas de poder e hierarquia que nascem no chamado espírito de partido, e assistindo ao triunfo generalizado da opinião sobre a verdade e às consequências do seguidismo e da propaganda em várias áreas da vida pública - do jornalismo à educação, das artes à religião -, Weil proclama que a verdadeira política, aquela que persegue o bem comum, só poderá existir quando os partidos saírem do caminho.

    Esta noção de que «um partido é uma pequena igreja profana armada com a ameaça de excomunhão», oficialmente constituído para «matar nas almas o sentido da verdade e da justiça», arrasa as fundações em que assenta o nosso sistema político. Mas ressoa ainda hoje nos escombros das ilusões por ele fabricadas - abrindo brechas de pensamento individual, livre, a salvo de paixões colectivas.
  • Textinhos, Intróitos & Etc

    Vitor Silva Tavares

     
  • O desenhador de sóis

    Nuno Brito

     "O poema é uma fonte de luz. /Linguagem e fogo se beijam. /Tudo não passa de um poema ao sol. /O corpo só termina onde termina o nosso amor." - Nuno Brito
  • A Moral Anarquista

    Piotr Alexeevich Kropotkine

    Nesta obra, partindo da observação da sociabilidade presente nas diferentes espécies animais e abordando diversas posições filosóficas sobre a moral, o autor debate-se com os problemas que nos conduzem, em última instância, ao confronto com a própria vocação e destino do Homem, oferecendo uma reflexão indispensável para a compreensão das diferentes épocas que marcaram a grande narrativa da história da Humanidade, assim como dos tempos em que vivemos.

    Em A Moral Anarquista, o autor esboça um trajecto onde os grandes problemas e princípios éticos anarquistas são analisados de uma forma clara e precisa, contribuindo para a supressão dos preconceitos que muitas vezes envolvem esta doutrina sociopolítica.

  • As Ruínas São Lobos Que Choram

    Sérgio Ninguém

    O n.º 2 da colecção "Eufeme Poesia" é assinada por Sérgio Ninguém. "As Ruínas São Lobos Que Choram" é um lançamento exclusivo da Poetria.

    Já disponível
  • 33 Rotações

    Luca Argel

    33 rotações" (Averno, 2017) é o primeiro livro de Luca Argel publicado em Portugal, e contém poemas selecionados de seus 3 primeiros livros: "esqueci de fixar o grafite" (2012), "topadas no escuro" (2014), e "uma pequena festa por uma eternidade" (2016).
  • Poesia

    Mário Cesariny de Vasconcelos

     Livro que pela primeira vez reúne a obra poética de Mário Cesariny, organizado e prefaciado por Perfecto E. Cuadrado. Nesta edição estão incluídos os livros Manual de Prestidigitação, Primavera Autónoma das Estradas, Pena Capital, Nobilíssima Visão, A Cidade Queimada, O Virgem Negra e ainda «Outros poemas», conjunto de textos retirados dos livros pelo autor.

    «Há uma década já que o navio-mário largou o cais para se aventurar no nevoeiro à procura do mistério da pirâmide, depois de ter bebido das águas daquele lugar tenebroso e cantante onde se juntam todas as nascentes. Mário foi, antes de mais, um homem livre e luminoso que cada dia inaugurava o dia na noite da caverna e que soube encontrar mil tempos novos para o verbo amar.» (Perfecto E. Cuadrado, no prefácio a esta edição)
  • Sonho de Outono / Nome

    Jon Fosse

     Em "Sonho de Outono", um homem e uma mulher encontram-se num cemitério. Já se conheceram e amaram, mas só agora podem realizar esse amor. A mulher oferece-se, o homem hesita. Conversam sobre o amor e a morte, o homem questiona o amor, teme a morte, a mulher quer viver e amar. E descobrimos que este amor já se realizou e já acabou. E a vida passa.
    Em "O Nome", há uma família, uma casa e três actos. E existem as sementes que podiam pôr em marcha a intriga naturalista e burguesa: uma rapariga regressa a casa passados anos, grávida, vem o namorado e aparece ainda o antigo amor. Só que, havendo tensão e desconforto, não é a psicologia que interessa. As personagens, sonâmbulas, repetem-se, dizem que sim e que não com a cabeça, vão até à janela, abrem e fecham portas. E, claro, a criança pode nascer a qualquer momento.
  • Zun

    Katia Maciel

    Quem me dera poder compor uns “brincos de palavras”, como diz Carlos Drummond no “Poema-orelha” da sua obra reunida em Poemas, de 1959. Mas posso dizer, pelo menos, que minha intenção foi essa quando li e agora escrevo sobre Zum. Se faltou arte para adornar esse Zoo que Katia Maciel compôs com tanta delicadeza e precisão, não faltou deleite em usufruir dele, pisando de leve para não assustar os bichos – da mínima formiga ao máximo elefante – que ela flagrou com a câmara secreta dos seus olhos verdes que, num piscar, surpreendia e se surpreendia, nessa vereda roseana, com o que ia vendo e registrando; não só as imagens, mas os seus significados e sentimentos mesclados, daqueles que nos acompanham, na nossa aventura terrena, sem palavras, mas com sua linguagem multifacetada.
  • A Porta e Outras Ficções

    Fernando Pessoa

     Esta nova edição das ficções pessoanas continua o trabalho de recolha e divulgação das edições anteriores. Estão aqui reunidas nove ficções de Fernando Pessoa, quatro das quais inéditas, tendo as outras sido objecto de novas leituras e organização.

    A edição inclui duas tentativas de romance, as únicas na obra de Pessoa: Reacção, passado no final da monarquia, época de grandes conspirações, e Marcos Alves, as confissões de uma alma possuída pela «agoniada tristeza de não ter feito nada».

    Os outros contos que formam este volume representam várias fases da vida criativa do autor, com especial incidência nos seus primeiros anos.

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Destaques

A Cristandade ou a Europa e Selecção de Frafmentos

Novalis

 Novalis é um dos nomes mais incontornáveis do chamado Primeiro Romantismo alemão. A Cristandade ou a Europa, texto redigido em 1799, gira em torno do problema da história da Europa entre a Idade Média e o séc. XIX, cruzando os tópicos que mais profundamente caracterizam o pensamento do autor.
Novalis antecipa a crítica à sociedade burguesa, posteriormente realizada por movimentos de contestação como o Maio de 68.

José Carlos Soares

 

Cântico maior atribuído a Salomão

Salomão

 

Carta a D. - História de um amor

André Gorz

«Vais fazer oitenta e dois anos. Encolheste seis centímetros em altura, pesas apenas quarenta e cinco quilos e manténs-te bela, graciosa e desejável. Há cinquenta e oito anos que vivemos juntos e amo-te mais do que nunca. Sinto de novo no fundo do meu peito um vazio devorador que é apenas preenchido com o calor do teu corpo contra o meu.»

Tradução de Rui Caeiro