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  • Escrito no Vento - Paroles de Vent

    Zlatka Timenova, Casimiro de Brito

     O livro “Escrito no Vento/Paroles de Vent” (Renku) de Zlatk Timenova e Casimiro de Brito já está disponível, sendo uma edição bilingue Português/Francês e o primeiro de uma nova colecção de Poesia da Eufeme.

    O poema a duas vozes que oferecemos hoje é uma forma poética usada no Japão desde o século XIV, intitulada de início Renku (連얌) ou haikai no renga (母諧ㅞ連멱). É cantada por dois poetas, sob a forma de haiku, num “duelo” poético extremamente vivo e tão original quanto possível. Forma essa que Casimiro de Brito já praticou duas vezes: a primeira com o grande poeta Bashô, respondendo com poemas seus aos poemas do Mestre, sem o Mestre saber, pois viveu entre 1644 e 1694. Esse poema, composto por 110 haiku, foi publicado em Faro, numa edição raríssima, em 2001. O outro renku (“Através do Ar”) foi escrito com o poeta japonês Ban’ Ya Natsuishi, em quatro línguas (português, japonês, inglês e francês) e foi editado em Tokyo em 2007.
    O livro Escrito no vento/Paroles de vent, que a Editora Eufeme oferece aos seus leitores, é um novo “duelo/diálogo”. Os dois protagonistas são Casimiro de Brito e Zlatka Timenova e as figuras deste poema-duelo são realizadas em francês e português, com as respectivas traduções pelos próprios poetas.
  • Mariana Pineda

    Federico Garcia Lorca

     Mariana Pineda é uma peça de teatro escrita pelo dramaturgo e poeta espanhol Federico García Lorca. É baseada na vida de Mariana de Pineda Muñoz, cuja oposição ao republicano Fernando VII de Espanha tinha-se tornado parte do folclore de Granada.
  • O inferno

    Bernardo Santareno

     CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro... O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio... Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal... Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

  • Gerador #16

    Dir. Pedro Saavedra

     Revista Gerador #16 
    subordinada ao tema: Amigo Secreto
  • Antípoda: casa mãe

    José Rui Teixeira

     
  • Trailer

    Katia Maciel

    Neste belíssimo "Trailer" sobressai uma poesia rica que intercala imaginação, fantasia e memória. Itinerante tal qual seu nome, convida o leitor a viajar por mundos condensados em versos, acompanhado por referências cinematográficas e flashes de cenas vívidas capturadas no momento exacto.
  • Pão com Fiambre

    Charles Bukowski

    Naquele que é amplamente considerado o melhor de todos os seus romances, Charles Bukowski descreve os longos e amargos anos de uma juventude vivida à margem, através da voz inconfundível de Henry Chinaski, o seu famoso alter-ego.

    Parcialmente autobiográfico, mas absolutamente cómico, trágico e nostálgico Pão com fiambre tornou-se, quase de imediato, um clássico da literatura americana contemporânea.
  • Antologia poética

    Alejandra Pizarnik

    Edição bilingue.
    Tradução: Alberto Augusto Miranda
    Selecção de poemas: Albrto Augusto Miranda, António Sá Moura, Carlos Saraiva Pinto

    «não,
    as palavras
    não fazem amoor
    fazem ausência
    Se digo água, beberei?
    Se digo pão, comerei?»
    (excerto de "En esta noche en este mundo")
  • Nota sobre a supressão geral dos partidos políticos

    Simone Weil

     Um pouco por todo o lado, a operação de tomar partido, de tomar posição pró ou contra, substituiu a operação do pensamento. Estamos perante uma lepra que teve origem nos meios políticos e que se estendeu à quase totalidade do pensamento. É duvidoso que se consiga remediar essa lepra se não começarmos pela supressão dos partidos.

    Nesta brevíssima Nota sobre a Supressão Geral dos Partidos Políticos (escrita entre 1942 e 1943), Simone Weil vai bem além da mera provocação. Expondo as dinâmicas de poder e hierarquia que nascem no chamado espírito de partido, e assistindo ao triunfo generalizado da opinião sobre a verdade e às consequências do seguidismo e da propaganda em várias áreas da vida pública - do jornalismo à educação, das artes à religião -, Weil proclama que a verdadeira política, aquela que persegue o bem comum, só poderá existir quando os partidos saírem do caminho.

    Esta noção de que «um partido é uma pequena igreja profana armada com a ameaça de excomunhão», oficialmente constituído para «matar nas almas o sentido da verdade e da justiça», arrasa as fundações em que assenta o nosso sistema político. Mas ressoa ainda hoje nos escombros das ilusões por ele fabricadas - abrindo brechas de pensamento individual, livre, a salvo de paixões colectivas.
  • Problemas de Género

    Judith Butler

     Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos.

Eventos


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Destaques

Os intervalos do cinema

Jacques Rancière

 Em Intervalos do Cinema, Jacques Rancière reflecte sobre a posição teórica e política do amador da sétima arte, definindo o cinema como um sistema de intervalos no qual a paixão cinéfila confundiu as fronteiras da arte e do entretenimento. Neste conjunto de textos, Rancière analisa a obra de realizadores como Hitchcock, Rossellini, Pedro Costa, Dziga Vertov, Peter Straub e Vincente Minnelli.

A Agonia do Cristianismo

Miguel de Unamuno

 Pascal indignava-se com as pequenas discussões dos jesuítas, dos seus distinguos e das suas mesquinhices. E não são pequenas! A ciência média, o probabilismo, etc., et cetera. Mas precisam de brincar à liberdade. Dizem: In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnia charitas. No que é necessário, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade! E para brincar à liberdade aumentam o campo das dúvidas, chamando dúvida àquilo que não o é. Há que ler a Metafísica do padre Suárez, por exemplo, para vermos um homem que se entretém a partir em quatro um cabelo, mas no sentido longitudinal, e fazer depois uma trança com as quatro fibras. Ou quando fazem estudos históricos - aquilo a que eles chamam história, pois não costuma passar de arqueologia -, entretêm-se a contar os pêlos do rabo da Esfinge, para não verem os seus olhos, o seu olhar. Trabalho de embrutecer e embrutecer-se. Quando um jesuíta - pelo menos, repito-vos, se for espanhol -, vos disser que estudou muito, não acrediteis. É como se um deles, porque faz todos os dias 15 quilómetros de percurso dando voltas ao pequeno jardim da sua residência, vos dissesse que viajou muito.

Aforismo de aforismos

Vicente Sanches

 

Lavra: poesia reunida 1970-2000

Ruy Duarte de Carvalho

 ..........como não nasci ensinado e vivi muito, nem tudo, hoje, é evidente, nem merece aqui o mesmo apreço.......... a certas peças conservei-as só por respeito à devoção e ao gosto de alguns leitores antigos e porque por essa via talvez tenham, quem sabe, chegado a fazer parte de um certo tempo muito localizado mas que foi o nosso .......... a outras dei pequenas voltas para as tornar mais as mesmas, inclusive a alguns inéditos, poucos, de que nunca consegui livrar-me .... a esses, juntos com avulsos publicados fora dos livros originais, agrupei-os numa adenda........acho que de 98 para cá, talvez, passei a creditar a outras vazões de escrita os fluxos poéticos que se me foram atravessando..........
Ruy Duarte de Carvalho,"Introdução", Lavra. Poesia reunida 1970 / 2000